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Excursões Culturais Delfos!

O Centro Filosófico "Delfos" conta com o departamento de Excursões Místicas, realizando constantemente visitas e workshop práticos em sítios sagrados.

TAMBÉM EXCURSÕES NO DECORRER DO ANO PARA SÍTIOS TURÍSTICOS COMO ARGENTINA, URUGUAY, CHILE, MÉXICO . Consulte-nos 41 - 3225-4304

Inscrições próximas Excusões
na:

Alameda Cabral, 660 - CURITIBA - das 14 às 20 horas - Fone/fax 41 3225-4304

09 de Janeiro 2009
Excursão para:
Machu Picchu

bay BUS - LEITO TOTAL
DESERTO DE ATACAMA - TIWANAKU - CUZCO e Lago TITICACA

ARGENTINA, CHILE, BOLÍVIA e PERU

ou também

26 de Janeiro 2009

10 dias, RODO-AÉREO

BOLÍVIA e PERU


E G I T O
e Terra Santa


Excursão de 17 dias,
saída 28 de OUTUBRO de 2008

Pirâmides Egito
PETRAS

Jordânia
ALEXANDRIA
Cairo
MAR VERMELHO
Rio Nilo
JERUSALEM

 

2.690,00 Euros
em 5x

 


Leia Depoimento especial :

OS APU DE MACHU PICCHU

(Jornal: Gazeta do Povo - Curitiba - Pr)

Suplemento de TURISMO |
publicado na edição impressa de 20/07/2006

PERU - Viagem à cidade sagrada dos incas é cercada de misticismo
por FRANCISCO C. ZEMEK

Viajar a um lugar místico e desconhecido sempre é fascinante. De minha parte, Machu Picchu não era desconhecida. Mas ir até lá de ônibus, passando pela Cordilheira dos Andes a mais de 4 mil metros de altura, pelo Deserto de Atacama e subindo até o Lago Titicaca, mostrou-me que desconhecia a verdadeira importância desses lugares.

Em 2004, quando transitávamos de ônibus, dia e noite, pelo Deserto de Atacama, um sonho se fez claro, intenso. Nesse sonho, um homem-pássaro aparecia e nos falava de lendas e ritos Incas, mostrava-nos o lago Titicaca - com quase o dobro do tamanho atual -, e nos contava sobre a cultura Tiwanaku, do lado boliviano, como precursora do império Inca. O mais impressionante foi que o homem-pássaro pediu-nos que prestássemos atenção ao chegar a Machu Picchu, já que lá estariam nos esperando. Mas ele não esclarecia quem ou o quê nos aguardaria.

Ao nos aproximarmos do Lago Titicaca os sonhos eram mais e mais intensos. Vitalidade e energia pareciam aumentar em cada um dos membros da excursão. Consultamos guias locais sobre tais sonhos, mas eles pareciam receosos em nos responder. Mostravam-nos réplicas de "huacos" ou "guacos", vasos e estátuas cerimoniais, que vários indivíduos do lugar ofereciam aos turistas. Até que meu filho e eu ficamos petrificados ante uma pequena estátua de um ser humano, com capacete de pássaro e com os braços estendidos, formando duas asas com penas: aquele era o homem-pássaro dos sonhos.

Começamos, então, a indagar guias turísticos e nativos sobre as lendas e os lugares. Eles nos explicaram que, segundo as tradições andinas, cada pedra, cada montanha, cada rio ou lago estão protegidos por um "Apu", um espírito ou "ser mítico" de cada coisa. Por isso, diziam-nos para não ficar dando pontapés nas pedras, ou guardá-las nos bolso, ou arrancar flores ou frutos, sem antes pedir licença ao Apu local. Ao fazer isso, estaríamos reconhecendo a existência dos espíritos locais, que se sentiriam agradecidos e nos ajudariam. E assim ocorreu.

De Puno a Cusco, passamos por Sillustani, altas torres cerimoniais, e o mundo parecia abrir-se a nossa frente. Músicos subiram no ônibus para nos deleitar com suas "quenas" - as flautas andinas. Em Sillustani, sem qualquer programação de nossa parte, pudemos apreciar um grupo folclórico que fazia apresentações por lá. E ainda nos convidaram a conhecer uma casa típica da região e, ao cair da tarde, ofereceram-nos diversos pratos com batatas, (aliás, a batata é típica das culturas andinas). Tudo parecia acontecer naturalmente. O único requisito era chegar a cada lugar e fazer um ritual, em círculo, para prestigiar os Apu da região

. Em Cusco, um guia levou-nos a conhecer o parque arqueológico de Saqsaywaman e quando lhe perguntamos sobre os Apu locais, ele fez um ritual e nos levou por túneis escuros - não sem antes invocar a proteção de tais espíritos.

Mas quando chegamos a Machu Picchu, após horas de trem e mais meia hora de subida em um microônibus, ao passarmos pelo portão de entrada, o guia disse-nos para olharmos o céu. Um condor estava voando em círculos acima de nossas cabeças. Uma, duas, três voltas e foi embora. Vindos de outros grupos, novos guias aproximaram-se de nós, olharam meu filho e, com um forte abraço, disseram-lhe: "O condor veio por vocês, estava lhe esperando". Só depois ficamos sabendo apenas que uma ou duas vezes por ano o condor é visto em Machu Picchu, e isso aconteceu justo no momento em que ingressamos no lugar. A visita do condor não durou mais que alguns minutos, mas nos explicaram que o Apu, o espírito do lugar, esteve presente e agradeceu o reconhecimento que vínhamos fazendo ao longo do caminho. O sonho tornou-se realidade.

FRANCISCO C. ZEMEK é DIRETOR DO CENTRO FILOSÓFICO DELFOS.


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