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Matérias Oratória

A LIDERANÇA DAS MULHERES
A MAGIA DA COMUNICAÇÃO
A ARTE DE LIDERAR
CORAGEM DE FALAR EM PÚBLICO
DISCURSOS INESQUECÍVEIS
ENTUSIASMO DA ORATÓRIA
FALANDO SEM INIBIÇÕES
O DISCURSO E O DEBATE
O LÍDER E A PALAVRA
O PALESTRANTE CARISMÁTICO
ORATÓRIA PARA TODOS
PALAVRAS DE SUCESSO
PALAVRAS QUE ENRIQUECEM
PALESTRANTE PERSUASIVO
PNL NA EXPRESSÃO ORAL


A LIDERANÇA DAS MULHERES

Depois de muita luta as mulheres ganharam seu lugar ao sol. Elas também podem liderar, seja numa empresa, na vida política, religiosa ou no próprio lar. A ciência veio a descobrir elementos que demonstram a capacidade da mulher. Por exemplo: enquanto o homem só utiliza o hemisfério cerebral esquerdo para falar, as mulheres utilizam os dois. Isso permite usar a intuição de forma mais freqüente. E a intuição é uma grande aliada nos negócios e na vida pública.

Quando se trata de liderar, a mulher que deixa fluir sua intuição, sabe instintivamente qual é lugar certo para cada funcionário. É evidente que ela não vai liderar ao estilo masculino, mas pode criar seu próprio estilo e ter êxito nos negócios. Sensibilidade e prudência, ajudam a mulher na sua profissão. Muitas executivas revelam o segredo de seu êxito, saber dizer a palavra certa no momento certo. Porém tem muitas pessoas tímidas quando se apresentam diante de grupos e que, a pesar de serem inteligentes e capazes, perdem terreno devido a sua timidez.

Uma moça que havia sido escolhida vereadora no interior comentava: "Quando o trabalho é corpo à corpo, como quando há eleições na minha cidade, eu sou invencível. Mas quando vou à Câmara de Vereadores e vejo o grupo inteiro olhando para mim, não sei o que dizer e interiormente sinto que estou desabando".

PERSUASÃO E LIDERANÇA
É o caso se repete em muitas pessoas. A mulher sabe convencer o marido para fazer um bom negócio; persuade o filho para não trancar matrícula e continuar a faculdade; fala com a empregada e consegue que trabalhe uma hora a mais... sabe persuadir. Mas quando se trata de fazer o mesmo que ela sabe tão bem realizar no ambiente familiar diante de um grupo, muitas vezes julga-se incompetente e perde espaço na vida profissional. Um de meus professores de faculdade, aconselhava: quando esteja diante de um público imagine o rosto de seus familiares e amigos e será mais fácil tentar convence-los. Em síntese: a arte de liderar é a arte de conduzir e influenciar os outros e a mulher está capacitada para o mando.

Orientação de Isabel F. Furini, professora de oratória é autora do livro: "Liderança com Sucesso", edit. Ibrasa-SP.

Publicado no suplemento Viver Bem - Gazeta do Povo - 04 de Abril de 1999.

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A MAGIA DA COMUNICAÇÃO

O verdadeiro inimigo do orador não é o público, mas o medo. Na realidade o comunicador sempre deve sentir agradecer ao auditório, eles estão prestigiando-o. Ao contrário o temor é um monstro que ameaça o orador desde o íntimo de sua mente, o faz tremer e até esquecer as falas. Como vencer o medo? Perguntam-se os iniciantes. Uma das técnicas consiste em relaxar e imaginar-se na tribuna falando de forma fluente, outra forma de diminuir a ansiedade consiste em estudar a arte de Demóstenes.

O que o público deseja? Um orador cordial e autoconfiante, técnico em seu ramo, que conhece do assunto e sabe transmitir seus conhecimentos de forma clara e simpática, trazendo informações corretas e interessantes. O palestrante persuasivo precisa impregnar seu discurso daqueles elementos que atraem a simpatia dos presentes: conhecimento, técnica e autoconfiança. A inibição irá cedendo a cada nova apresentação, até você sentir que venceu. Programe sua mente, treine bastante, e o êxito logo será seu.

Orientação de Francisco C. Zemek, professor de neurolingüística e presidente do Centro Filosófico Delfos.

Publicado no Suplemento Viver Bem - Gazeta do Povo - 21 Janeiro 2001.

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A ARTE DE LIDERAR

Liderar é se comunicar. E a melhor ferramenta de comunicação ainda continua sendo a palavra. A palavra falada, apoiada com gesticulação, inflexão da voz e atitude segura. Ainda o poder da palavra adquire força e valor quando o discurso é estruturado corretamente, dentro das regras da oratória e de acordo ao objetivo a ser atingido.

Porém entender a arte da liderança pode deixar perplexos mesmo os cientista sociais, já que liderança é um conceito escorregadio e ilusório. As tentativas de descrição de líderes de sucesso geralmente soam mais como anuário de escola do segundo grau do que como pesquisa séria. Os líderes possuem, conforme essas descrições, "forte desejo de responsabilidade", "persistência no objetivo", "autoconfiança", e assim por diante. Inclusive um estudo chegou mesmo a relatar que os líderes bem-sucedidos bebem muito café!?.

Tal observação pode nos levar à conclusão de que nada disso leva muito longe.

Porém se observarmos o mundo clássico, de filósofos, oradores e civilizações marcantes, vamos perceber que liderar é muito mais do que fórmulas, técnicas, cálculos e computadores podem definir. Acontece que a arte de liderar é a arte de ser "integral" a "arte de ser humano". Técnicas são necessárias, conhecimento também. Mas não interessa o nome de cada navio no porto, se não pode perceber a tempestade que os vai afundar. Visão de totalidade sobre o mundo, requer visão de totalidade de si mesmo antes de tudo.

O PODER DA PALAVRA
Para falar a grandes públicos é preciso força e energia, porém na comunicação "interpessoal" deve-se cuidar para não querer aplicar técnicas de grande auditório, já que a grandiloqüência do discurso a um numeroso grupo de pessoas pode resultar exagerada e fora de lugar para com uma ou poucas pessoas. Aqui a palavra também é importante, porém observando técnicas de PNL (programação neurolingüística), onde as características das modalidades (visual, auditiva ou cinestésicas) dos presentes, devem ser consideradas. Para pessoas atentas a estética, incentivar à importância da estética ou aspecto visual. Já para os cinestésicos o interesse recai sobre a "funcionalidade" do que é solicitado ou explicado. Enquanto que para o auditivo a escolha das palavras corretas, das inflexões da voz ou o interesse pelo silêncio ou som procurados devem estar sempre presentes.

DINÂMICAS DE GRUPO
Inclusive apoiar as palavras com estudos e técnicas de dinâmicas de grupo, a fim de criar uma liderança situacional, ou seja, própria para "esse" lugar e para "essas" pessoas. Reuniões com brincadeiras, esportes ou jogos podem ajudar muito nas técnicas de liderança. Quando tais recreações são direcionadas por especialistas são aplicadas "dinâmicas de grupo", técnicas para quebrar o gelo entre pessoas de diferentes idades ou sexo. Dinâmicas para se conhecerem e simpatizarem indivíduos de setores diversos e até oponentes. Mas sempre a palavra e as relações interpessoais estão presentes em tais dinâmicas, voltando ao ponto inicial, a arte de ser humano, de ser si-mesmo é a arte de liderar!.

Orientação: Francisco C. Zemek, professor de Neurolingüística e Liderança, bem como presidente do Centro Filosófico "Delfos"

Publicado no Suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 21 Junho 1998

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CORAGEM DE FALAR EM PÚBLICO

O ser humano nasce com a capacidade de falar, mas todos sabemos que é diferente conversar com um amigo do que com o público. A platéia pode provocar medo intenso, pavor. Pavor é uma emoção. Pois bem, para falar em público o primeiro trabalho do orador é dar, à emoção, uma direção diferente.

O orador emocional pode comover, entusiasmar e convencer. Nenhum discurso pode ser considerado tão exitoso como aquele que comove a platéia. O trabalho é direcionar novamente as emoções. O tímido deve negar-se a sentir temor diante do público. Como? alinhando suas energias, como se fossem um exército, numa única direção: O discurso. Quando falar para uma platéia esqueça de você mesmo e de seu medo. O único importante é o assunto escolhido; aí deve ser aplicado o vetor de força emocional. Esse é o ponto de apoio que o ajudara a mover o mundo.

A ADOLESCENTE TÍMIDA
Num dos cursos uma adolescente perguntou o que precisava para melhorar suas apresentações em público. "Você só necessita autoconfiança" respondi. Essa é a chave mágica do êxito. Acreditar em você mesmo, deixar fluir seu interior, não ter medo de manifestar seus pensamentos e seus sentimentos... Você pode falar em público, e pode fazê-lo de maneira eficiente; é só seguir as regras básicas: pesquisar, selecionar o material e organizar o discurso para que seja coerente. Cuidar da voz, gestos, olhar e apresentação. E sobre tudo comunicar seus pensamentos e sentimentos com confiança e eloquência.

Orientação de Isabel Furini, diretora do Centro Filosófico Delfos e autora do livro "Práticas de Oratória" edit. Ibrasa. Publicado no suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 06 de Junho de 1999.

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DISCURSOS INESQUECÍVEIS

Os oradores principiantes são especialistas em arengas onde idéias importantes são ditas apenas de maneira intelectual e fria. Porém os bons comunicadores cedo aprendem que, para tornar inesquecíveis e eficientes as idéias, devemos usar de diversos recursos técnicos, conhecidos desde a antigüidade.

Estudando esses recursos, podemos procurar descobrir a finalidade de cada um, chegando assim a uma conclusão. Podemos mencionar algumas delas:

Para esclarecer; use "explicações". Para fazer pensar; use "definições". Para fazer ver; use "comparações" (ou analogias e contrastes). Para interessar; use "pormenores".

AS EXPLICAÇÕES e DEFINIÇÕES
Explicações e definições são os recursos mais importantes com que conta o orador. As explicações são destinadas a esclarecer, a tornas mais claras as idéias. São o centro de todo discurso. Tal palavra, "explicar", vem de "ex" = para fora,; e "plicare" = dobrar. Dobrar junto, envolver. Acontece que, por falta de técnica, muita gente, ao invés de explicar, complica ainda mais o assunto. Para isso, a recomendação é que o orador, falando, toda vez que for explicar algo, use tom de voz clamo, claro, paciente. Sem se apressar, para que todos possam acompanhar a explicação e tenham tempo suficiente para imaginar o que está sendo descrito. Ao descobrir que o público mostra dúvida, repetir a explicação desde outro ângulo, se necessário.

Outra técnica importante para usar nas explicações, é escrevê-las antes e testá-las em dois ou três colegas, pois nem tudo que é claro para nós o será também para os outros.

As definições ou argumentos são os detalhes íntimos das explicações. Porém, como as definições fazem o público pensar, devem ser usadas com moderação, em relação ao seu número. Uma só definição demonstra um argumento fraco, já mais de quatro ou cinco definições, fazem perderem o valor entre si, por parecerem que nenhuma é a importante. Se houver só uma definição, apresenta-la em duas ou três partes, (parecerão assim ser em maior número). Se houver necessidade de apresentar cinco ou mais argumentos, agrupa-los por temas genéricos, resumindo assim os argumentos em tão só dois ou três definições. Com isto último, não perderão seu valor ou importância, apesar de ser numerosos argumentos, agrupados por definições gerais.

Enfim, um discurso inesquecível é aquele que comove o auditório, apresentado novidades em forma clara, ou mesmo velhos conhecimentos vistos de novos ângulos. Cabe ao orador apresentar uma peça de oratória viva, dinâmica e interessante, independentemente do tema tratado.

Orientação: Francisco C. Zemek, professor de neurolingüística e presidente do Centro filosófico Delfos

. Publicado no Suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 17 de Maio de 1998.

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ENTUSIASMO DA ORATÓRIA

Será que devo aprimorar a técnica para entusiasmar o público, ou é a minha emoção o que motiva as pessoas a escutar o que se tem a dizer? Bem, os recursos idiomáticos, os conhecimentos gerais, bem como constantes leituras ajudam, e muito, àquele que necessite de se expressar em público. Porém o que muitas vezes passa por alto é que, na verdade, o entusiasmo do tema a se falar pode ser muito mais eloqüente do que meras técnicas retóricas.

A oratória é uma matéria apta para todo ser humano saudável que saiba e possa falar. O treino que se requer é para superar o temor e a inibição de se expor em público. A oratória é para todos, uma vez que saiba ganhar coragem, confiança e segurança. Técnicas de dinâmicas de grupo para quebrar o gelo do relacionamento social, além de observação de outros oradores mostram o caminho.

Coragem para romper as barreiras da timidez é o requisito essencial, equilíbrio e bom senso o complemento ideal. Por último um treino constante, bem como técnicas de programação mental ajudam a superar a inibição. Então o entusiasmo deve ser cultivado para que as palavras adquiram brilho, cor e tonalidade. O orador interno despertará, conseguindo transmitir além das palavras o calor do fato. A peça de oratória será um êxito para todos.

Orientação de Francisco C. Zemek, professor de neurolingüística e presidente do Centro Filosófico Delfos.

Publicado no Suplemento Viver Bem - Gazeta do Povo - 02 Julho de 2000

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FALANDO SEM INIBIÇÕES

O temor de enfrentar um auditório faz tremer a muitos profissionais. Eles podem ter capacidade, conhecimento e experiência na sua área de trabalho, mas não estão treinados para vender o seu próprio trabalho e, muitas vezes, deixam seu lugar a outros, menos experientes ou menos competentes, mas que possuem o chamado "dom da palavra". O importante é entender que o medo pode sem vencido. Uma boa respiração, mentalização positiva e o conhecimento das técnicas oratórias ajudam a diminuir a inibição.

Quando deva subir no palco faça uma boa pausa, olhando a audiência de uma forma amigável. Demonstre entusiasmo e segurança. Fale com firmeza. Elimine os gestos nervosos como mexer o anel ou arrumar o cabelo, lembre que a gesticulação correta dá força ao discurso e todo gesto deve acompanhar as idéias comunicando os sentimentos do orador. O gesto pode ser rápido ou lento, moderado ou amplo, suave ou violento, dependendo da personalidade do palestrante e da oportunidade.

Para enriquecer um discurso o palestrante pode utilizar vários recursos como: exemplos, citações, estatísticas, histórias e até contar piadas. Cada palestra é como um campo de batalha, o discursante luta para expressar suas idéias de uma forma coerente e cativante, ganha experiência e sai fortalecido. A medida que o orador vai crescendo em autoconfiança a inibição recuará, e ele crescerá expressando seu próprio estilo.

Orientação, Isabel Furini diretora do Centro Filosófico Delfos e autora dos livros: "Práticas de Oratória" e "Arte de Falar em Público" da Edit. Ibrasa - SP.

Publicado no Suplemento Viver Bem - Gazeta do Povo - 12 Novembro de 2000.

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O DISCURSO E O DEBATE

Existem em oratória duas técnicas bem diferenciadas de apresentação em público: o discurso exige coerência nas idéias, mas também uso adequado da voz e da gesticulação, que constituem o instrumental do orador. Voz e gestos são os códigos audíveis e visíveis que se oferecem ao ouvinte. Por intermédio desses códigos e de suas milhares de combinações possíveis o orador deve exprimir suas idéias, suas emoções, seus ideais e seus sentimentos. Grande parte da influência do discurso está na capacidade do orador em contagiar suas emoções e entusiasmar o público.

A gesticulação ajuda a dar idéia do tamanho do peixe que pescamos ou a descrever a curva duma trajetória da bola num jogo esportivo. Dessa maneira dá vida às situações a que se está fazendo referência.

PALESTRA E DISCUSSÃO
Já a técnica de debate consiste em uma discussão onde são apresentados critérios diferentes. Cada um quer fazer prevalecer sua opinião, destacar seu ponto de vista. O debate exige que os participantes tenham raciocínio rápido e muito autocontrole. É necessário evitar que a discussão seja levada a nível pessoal, são as idéias que devem ser desenvolvidas e refutadas.

Por exemplo, numa mesa redonda as reuniões podem ser orientadas para tarefas onde a autoridade adquire importância mínima e é prestigiado ao máximo o sentido participativo. As mesas-redondas são forma de comunicação circulares para que todos possam ser dirigidas em muitos sentidos, estimulando o franco intercâmbio de opiniões. Assim podemos ver que em cada situação devemos nos preparar de uma maneira diferente. A palestra é linear enquanto o debate é participativo. Conhecer as diferentes técnicas ajudará ao orador a expor e defender suas idéias com êxito em situações diferentes.

Orientação de Francisco C. Zemek comunicador e professor de PNL, presidente do Centro Filosófico "Delfos". Publicado no suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 27 Dezembro de 1998.

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O LÍDER E A PALAVRA

Estamos na época da comunicação e os líderes devem saber falar com os grupos e persuadir as pessoas para que colaborem com seus objetivos. Nada tão terrível para a imagem de um dirigente que ser acusado de não saber dialogar, de querer ser sempre o dono da verdade ou simplesmente, de não ter tato ou sensibilidade suficiente para compreender os outros.

A liderança é exigida a indivíduos de diferentes áreas, executivos e chefes, políticos e religiosos, educadores e administradores. Qualquer pessoa que fique à cabeça de um grupo exercerá a liderança. Em todos os casos, além de tomar decisões, o dirigente deve aprender a comunicá-las, porque o tipo de líder que se procura hoje em dia é aquele capaz de trabalhar ao mesmo nível dos outros, que seja democrático e esteja sempre aberto para o diálogo. A maior parte do tempo de um executivo é utilizado falando, seja para seus funcionários, clientes ou provedores. Se o chefe for um ótimo comunicador, daqueles que tem o dom da palavra, não precisará utilizar da força para se impor, pois conhecerá os meios de persuasão que lhe permitirão ter êxito com pouco esforço.

Por isso, o estudo da comunicação faz parte dos conhecimentos básicos que um líder deve possuir. Porque a liderança é a mesmo tempo arte e ciência, é a capacidade de guiar os homens e existem técnicas para isso. Liderar é mostrar aos outros um objetivo e encaminhá-los para ele. Liderar também e superar dificuldades e manter o ânimo firme. O dirigente deve primeiro incutir em seu coração o espírito de vitória e depois comunicar essa força e esse entusiasmo a seu grupo. Para poder faze-lo precisará de palavras convincentes, de um tom de voz adequado e de uma linguagem corporal eficiente.

Orientação: Isabel Furini, diretora cultural do Centro Filosófico Delfos e autora do livro "Liderança com Sucesso", Edit. Ibrasa - S.P.

Publicado no suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 04 de Outubro de 1998.

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O PALESTRANTE CARISMÁTICO

O orador é apresentado. Faz um silêncio inicial para olhar todo o público com tranqüilidade e só começa seu discurso quando sente que a atenção do público está centrada em sua pessoa. Esta é uma boa forma de iniciar. As primeiras palavras devem ser fortes e objetivas, procurando cativar o público. Nunca peça desculpas por estar conduzindo a palestra, isso é o mesmo que tirar sua qualificação para o evento. Palavras como: "Não sei porque fui chamado..." "Não tive tempo de preparar a palestra..." "Não tenho um conhecimento profundo do tema..." "Não sei se vou conseguir passar minha mensagem..." Diminuem o carisma do orador e o interesse da platéia.

DICAS DE ORATÓRIA
Alguns elementos fazem perder o carisma do orador, por exemplo, evite caminhar no palco de forma rápida e excessiva, o que denota nervosismo, tampouco fique muito rígido. Não respire de forma ruidosa, a lenta deve ser profunda, mas silenciosa. Nunca olhe assustado, nem desvie o olhar para o teto ou para chão, não ficar com as mãos na cintura, como desafiando o público nem brincar com anéis, relógios e outros objetos.

O orador carismático se apresenta como amigo do público. É espontâneo, porque o público gosta de naturalidade e rejeita a falsidade e o fingimento. Procura o equilíbrio entre o gesto e fala. Suas palavras são reafirmadas com sua gesticulação. Mas o importante é criar um estilo pessoal. O estilo deve estar de acordo com a personalidade: formal ou informal? Humorístico ou sério? Direto ou metafórico? Simples ou erudito?

Orientação Francisco C. Zemek, presidente do Centro Filosófico "Delfos"

Publicado no suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 21 de Março de 1999.

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ORATÓRIA PARA TODOS

Quando se pensa na arte de falar em público surge a idéia de uma pessoa com muitos recursos lingüísticos, de ampla cultura e que tem o costume de leituras profundas e constantes.

Bem, os recursos idiomáticos, os conhecimentos gerais, bem como constantes leituras ajudam, e muito, àquele que necessite de se expressar em público. Porém o que muitas vezes passa por alto é que, na verdade, o entusiasmo do tema a se falar pode ser muito mais eloqüente do que meras técnicas retóricas.

A oratória é uma matéria apta para todo ser humano saudável que saiba e possa falar. O treino que se requer é para superar o temor e a inibição de se expor em público. A oratória é para todos, uma vez que saiba ganhar coragem, confiança e segurança. Técnicas de dinâmicas de grupo para quebrar o gelo do relacionamento social, além de observação de outros oradores mostram o caminho. Então sim, complementar culturalmente.

Coragem para romper as barreiras da timidez, é o requisito essencial; equilíbrio e bom senso, o complemento ideal.

Orientação de Francisco C. Zemek, professor de neurolingüística e presidente do Centro Filosófico Delfos.

Publicado no Suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 24 de Outubro de 1999

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PALAVRAS DE SUCESSO

Estudos da língua portuguesa ou do idioma local podem e ajudam muito no momento de preparar um discurso, porém por melhor que seja a estrutura lingüística, o uso de terminologias específicas e todo mais, se a estrutura do discurso não visa atingir o público, transmitir a idéia, o sucesso pode não ser atingido.

Para que um discurso seja eficiente e de sucesso deve ser lógico, atingir o coração e o pensamento das pessoas, além de mostrar alguma verdade.

Mas devemos saber que, nem tudo que se pode dizer, pode-se pensar ou ser verdadeiro; por exemplo, "círculo quadrado". Posso dizer e repetir quantas vezes quiser a expressão círculo quadrado. O que não podemos é pensar num círculo ... quadrado!.

VENCER FALANDO
Para vencer falando, é necessário então que o discursante atinja o coração dos ouvintes. Pelo antes demonstrado, de que adianta que a estrutura lingüística seja lógica, se é impossível, impensável ou alheia ao resultado que quer se atingir: transmitir ou conferir uma experiência, um conhecimento.

Para vencer falando, como diz Marques de Oliveira, deve-se superar, pelo menos, três problemas fundamentais: ir até a frente e encarar o auditório. Depois, conseguir falar ao público. E por último, conseguir parar de falar. Este último, é considerado por Marques de Oliveira um problemão. Não por ser "impossível" parar de falar, e sim porque é importante faze-lo com força, reafirmando o que foi falado. O final deve impressionar os ouvintes e precisa ser vigoroso e persuasivo. Para isto, após se atingir o clímax do discurso, deve-se resumir as razões da sua afirmação inicial, reafirmar a idéia central, inclusive apelando para as emoções do auditório.

Vencer falando não é só palavras, é também gesticulação, emoção e envolvimento com o público. As palavras atingirão então o sucesso esperado.

Orientação: Francisco C. Zemek, presidente do Centro filosófico Delfos e professor de neurolingüística.

Publicado no suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 24 de maio de 1998.

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PALAVRAS QUE ENRIQUECEM

A força criadora das palavras é um dom de todo ser humano. Mas não sempre as utilizamos com este propósito maravilhoso de dar, de criar, de inspirar e estimular aos ouvintes. Suas palavras são agradáveis de ouvir?. Ao dizer: "não consigo melhorar, é impossível, já tentei mas não adianta" esta se auto-limitando.

Todo ser humano normal tem o dom da palavra para poder se expressar em público, para enfrentar uma platéia ou vender seus produtos. Mas muitas vezes sente uma inibição "natural". Mas não é tão natural assim, foi sendo criada através do tempo ao tropeçar com um ou outro problema.

TREINO E CORAGEM
Mas na verdade só necessita de treino e coragem. Treino para saber como ser comunicativo e dar com inteligência aquilo que sabe ou que possui. Coragem para enfrentar novas situações, auditórios lotados, pessoas fazendo perguntas, força para expressar uma idéia, mesmo que não seja bem aceita por todos.

Como as palavras são realmente muito poderosas, é importante dizer-se a coisa certa no momento correto e, mais ainda, certificar-se de que as palavras ditas em toda ocasião sejam doces para os ouvidos e agradáveis para o coração. Já que o poder da palavra é maior que o das bombas atômicas ou das armas termonucleares, pela simples razão de que compete à palavra a decisão de emprego ou não dessas armas, ou para utilizar tal energia para propulsar um navio ou dar luz e energia a uma cidade.

PALAVRA E RIQUEZA
"A palavra proferida a seu tempo é como mação de ouro em cestos de prata" (Provérbios 25:11).

Decida agora e diga com convicção: "de agora em diante, as palavras que eu proferir serão sempre de inspiração, de estímulo, de fortalecimento, de agradecimento e de animação para todas as pessoas e para mim próprio". Então à arte da oratória será uma ferramenta para o sucesso e para a riqueza, já que o sucesso e a riqueza decorre da palavra certa proferida da forma correta.

Acontece que a palavra é o elemento mental de produção das imagens não somente em nosso ser, mas também em nosso meio-ambiente, em nossos relacionamentos e em nossos negócios.

Orientação Francisco C. Zemek, professor de neurolingüística e presidente do Centro Filosófico Delfos.

Publicado no Suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 25 de Janeiro de 1998.

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PALESTRANTE PERSUASIVO

O verdadeiro inimigo do orador não é o público, mas o medo. Na realidade o discursante sempre deve agradecer o auditório, eles estão prestigiando-o. Ao contrário o temor é um monstro que ameaça o orador desde o íntimo de sua mente, o faz tremer até esquecer as falas. Como vencer o medo? Perguntam-se os iniciantes. Uma das técnicas é controlar a mente, consiste em relaxar e imaginar-se na tribuna falando de forma fluente, outra forma de diminuir a ansiedade consiste em estudar a arte de Demóstenes.

O que o público deseja? Um orador cordial e autoconfiante, técnico em seu ramo, que conhece do assunto e sabe transmitir seus conhecimentos de forma clara e simpática, trazendo informações corretas e interessantes. O palestrante persuasivo precisa impregnar seu discurso daqueles elementos que atraem a simpatia dos presentes: conhecimento, técnica e autoconfiança. A inibição irá cedendo a cada nova apresentação, até sentir que venceu. Em todo ser humano dorme um orador, é necessário confiança para permitir que o bom palestrante aconteça. Treinamento, aprimoramento mental e ousadia controlada podem fazer de cada ser humano um exímio orador.

Publicado no suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 03 Dezembro de 2000.

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PNL NA EXPRESSÃO ORAL

Controlar a mente e a palavra pode ser o melhor método para atingir objetivos e vencer as próprias limitações.

Quando se quer transmitir uma mensagem, o discurso parece o melhor método, porem o problema que enfrenta aquele que quer falar é; como transmitir a idéia que possuo?. E ainda, será que o público não perceberá a minha inibição, até timidez ou medo de ser ridículo?. Persuadir falando deve ser uma atitude espontânea de comunicação. Para tal, para comunicar deve-se observar as idéias, expressas em palavras.

As palavras, em qualquer idioma, são signos ou representação de idéias. A neurolingüística ou PNL: Programação Neurolingüística, estuda como a codificação das idéias chegam a nós através da linguagem. Porém se carecemos de idéias, de objetivos ou mensagens de interesse, de nada adiantaria complexas estruturações de discursos.

O princípio da "neurolingüística", que é uma disciplina da psicologia experimental, é atingir objetivos na vida através de codificações do cérebro e, somado a "arte da oratória", que se ocupa da bela expressão falada; dão ao orador o método da comunicação humana para convencer falando, através do hábito positivo de auto-convencimento.

SUPERANDO A INÉRCIA
Olhar os presentes, "vencer a inércia", bem como realizar os gestos desde o centro do corpo, podem considerar-se o princípio das técnicas de oratória. O auditório acompanha o olhar do orador. Por isso olhar a todo o público e, principalmente, a última fileira.

Já que, mesmo que se fale apenas à última fileira, estará se falando a toda a platéia. Porém se falar apenas olhando à primeira fileira, falará apenas... a primeira fileira. Quando o mínimo de itens assinalados são postos em funcionamento, surge o discurso espontâneo. O orador que dorme dentro de cada ser humano pode se expressar. Surge o discurso autêntico e acontece a profunda comunicação humana que convence e transmite conhecimento através da palavra!.

Orientação: Francisco Carlos Zemek, professor de neurolingüística e presidente do Centro Filosófico Delfos.

Publicado no Suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo - 08.3.98

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